segunda-feira, 10 de março de 2014


Jean Wyllys responde Rodrigo Constantino

"Rodriguinho e o pensamento infantil", resposta do deputado

Jean Wyllys ao colunista Rodrigo Constantino, da revista Veja

rodrigo constantino jean wyllys
Rodrigo Constantino e Jean Wyllys (Ilustração, Pragmatismo Político)
Por Jean Wyllys*
Em desenhos de super-heróis animados destinados às crianças, a vida é dividida de maneira simples e esquemática: há o Bem e o Mal; heróis e vilões: de um lado, Esqueleto; do outro He-Man, ou, de um lado, a Legião do Mal; do outro, a Liga da Justiça. Nesse esquema montado para estruturas cognitivas de uma criança em formação, o mundo é o cenário de uma guerra entre dois lados perfeitamente definidos, sem contradições nem interseções. Contudo, quando a gente cresce e começa a conhecer o mundo como ele é de fato, a vida se apresenta em sua complexidade e precisamos nos esforçar mais para compreendê-la fora do esquema simplista dos desenhos animados de nossa infância: é o que chamamos de amadurecimento. Há, no entanto, pessoas que, mesmo depois de adultas, continuam analisando o mundo com as estruturas cognitivas e emocionais de uma criança e, por isso, têm sérias dificuldades em lidar a complexidade da vida. É o caso de Rodriguinho, aquele colunista da revista marrom e enfant terrible que distrai a corte de reacionários brasileiros sem discernimento, mas com muita indigência intelectual. Em seu novo desabafo macartista, ele responde ao meu texto – “Desonestidade intelectual” – publicado nesta sexta-feira em O Globo, tentando enquadrar meu pensamento em seus esquemas infantis por não conseguir ir além: quem é o “bom” e quem o “mau”? Oriente ou Ocidente? Negros ou brancos? Gays ou héteros? Feijão preto ou o caviar?
Vou tentar ser didático e espero que dessa vez ele consiga compreender. E passarei ao largo de suas referências ao BBB, porque estas são frutos de sua inveja mal-disfarçada do sucesso alheio. Deve ser mesmo frustrante para alguém criado a Toddy e Ovomaltine em bairros nobres e formado em escolas papai-pagou-filhinho-passou ter de ver um gay assumido, mestiço, nordestino, sem apadrinhamentos nem capitanias hereditárias, vindo das camadas mais pobres da população na posição que eu ocupo hoje. Também não comentarei outras pérolas da estupidez que não valem a pena.
No primeiro texto que Rodriguinho publicou em O Globo, ele dizia que o movimento gay é de esquerda; odeia Ocidente — e, portanto, os brancos — e gosta da África; e que, por isso, não critica a lei homofóbica aprovada em Uganda, já que, para fazê-lo, o movimento gay precisaria dizer que os negros são homofóbicos. Vejam como sua simplificação é burra — e racista — ao ponto de não diferenciar “negros” de “africanos” e “brancos” de “ocidentais”. Ele precisa colocar um grupo inteiro do lado dos bons e o outro  — porque, em sua percepção como na das crianças, o mundo é binário e só tem dois grupos de pessoas — do lado dos maus.
E precisa imaginar que eu faço o mesmo, só que no sentido contrário ao dele: Uganda aprovou uma lei anti-gay porque os negros africanos esquerdistas são homofóbicos, mas nós, gays, não criticamos essa lei porque somos de esquerda e, portanto, gostamos dos negros e detestamos os brancos, que são ocidentais judeus e cristãos, e, por isso, inimigos da esquerda…
Harvey Milk era negro, Obama é branco e Karl Marx era oriental. Não é mesmo? (Aviso que isto é uma ironia, já que a claque de Rodriguinho tem as mesmas estruturas cognitivas que a dele e, por isso, pode não captar a ironia de um texto.)
Além de informar o colunista sobre tudo o que os movimentos gays do mundo inteiro têm feito para denunciar a lei homofóbica de Uganda e outras semelhantes, eu tentei explicar para ele algumas questões básicas que ele parece desconhecer sobre a história da África. Tentei que ele compreendesse que as primeiras leis homofóbicas desse continente (as chamadas leis “antissodomia”) foram levadas pelo Império Britânico quando dominava vastos territórios por ali; e que a onda de preconceitos anti-homossexuais que infelizmente tem se espalhado por lá nos últimos anos não tem raízes nas culturas africanas, como o colunista imagina, mas na religião dos conquistadores e, mais recentemente, na ação política de igrejas evangélicas fundamentalistas dos EUA que investem milhões de dólares na “evangelização” desses povos, usando o preconceito contra os homossexuais como estratégia de marketing e financiando campanhas de políticos homofóbicos.
São dados da realidade, comprováveis com uma mínima pesquisa histórica. Há livros, documentários e teses que se debruçam sobre esse fenômeno e estão disponíveis para quem quiser ler. E, afinal de contas, não deveria ser difícil de compreender, porque no nosso próprio país, a força do discurso homofóbico vem, também, do fundamentalismo evangélico (que não é a mesma coisa que o evangelismo ou o cristianismo, mas uma versão fanática, extremista e preconceituosa dele, da mesma maneira que o islamismo dos aiatolás do Irã ou dos terroristas de Al-Qaeda não é a mesma coisa que a religião de Maomé, mas uma versão fanática, extremista e preconceituosa dela).
Contudo, sua estrutura cognitiva infantil –que divide a vida entre bons e maus– precisava adaptar minha resposta à sua visão do mundo. Então, o que ele entendeu é que eu estava dizendo que a culpa da homofobia na África é “do Ocidente”, da Grã-Bretanha e dos EUA, e não, como ele acha, “dos negros”.
Ele diz: para Jean Wyllys, a culpa é “do homem branco ocidental”. Não, menino, você não está entendendo nada! Há fatos históricos, como a implantação das leis antissodomia britânicas nas colônias africanas, e há fatos mais atuais, como a ação das igrejas fundamentalistas dos EUA que desmentem a sua burra e racista teoria de que a homofobia é um “traço cultural dos negros africanos”; porém, nem uma coisa nem a outra dizem respeito ao Ocidente como um todo uniforme e atemporal: nem as leis dos britânicos daquela época dizem respeito à sociedade atual desse país, que tem até casamento igualitário — de fato, os gays britânicos, que também são ocidentais, foram vítimas dessas leis, como testemunha a história do cientista Alan Turing —, nem a ação das igrejas neo-pentecostais americanas dizem respeito ao povo americano como um todo.
E nada disso tem a ver com a esquerda e a direita — afinal, da mesma maneira que o Império Britânico levou leis homofóbicas à Índia e às colônias africanas, o estalinismo soviético levou homofobia e outras calamidades aos países socialistas. A história da humanidade vai além, muito além, do esquema mental e da indigência intelectual que a divide em Legião do Mal e Liga da Justiça.
É fato que a homofobia — o nome que hoje adotamos para se referir à interdição e aversão à relação sexual entre pessoas do mesmo sexo — é um fundamento das religiões abraâmicas — as chamadas “religiões do livro”: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo; e está ligada à exortação “crescei e multiplicai-vos” feita pelo Deus de um povo (as tribos patriarcais semitas) que precisava sobreviver à fuga do cativeiro até a “Terra Prometida”.
Essa exortação fez, do sexo para procriação, o único legítimo, e se converteu num valor reproduzido e transmitido ao longo dos séculos, pela língua e demais regimes de representação, nas culturas engendradas e influenciadas por essas religiões. E as sociedades ocidentais ainda carregam o legado dessa história, embora muitos teólogos e líderes religiosos já não façam a mesma leitura desses fatos (um exemplo é o arcebispo anglicano Desmond Tutu, da África do Sul, ativo militante contra o racismo e a homofobia, mas também tem outros exemplos nas igrejas protestantes dos “ocidentais” EUA e Grã-Bretanha). Também é fato que as sociedades ocidentais, capitalistas e com democracias liberais (nem todas as sociedades capitalistas são ocidentais, nem todas são democráticas), no último século, avançaram mais (e mais rápido) no reconhecimento dos direitos humanos da população LGBT e outras minorias, do que outros regimes.
E é fato, também, que os países africanos mais subdesenvolvidos e com regimes pós-coloniais que ainda nem chegaram ao capitalismo liberal têm condições de miséria (tanto no acesso aos bens de consumo quanto aos bens culturais e à educação formal) e carência de regras democráticas que fazem com que eles sejam mais permeáveis à ação dos fundamentalismos religiosos. A própria Igreja católica tem começado a olhar mais para a África e a América Latina, ao tempo que perde influência na Europa, que já foi seu berço e seu império. Para entender tudo isso tem que estudar e pensar um pouco mais!
Eu poderia continuar enumerando outros fatos, mas o fundamental é compreender que o mundo é bem mais complexo do que os desenhos animados e não há blocos estáticos, uniformes, atemporais, essenciais. A luta contra a homofobia, o racismo, o machismo, a intolerância religiosa e outras ameaças contra a liberdade e a dignidade humana é um desafio no capitalismo e no socialismo, em Cuba e nos EUA, no Oriente e no Ocidente, em Roma e em Teerã, no judaísmo, no islamismo, no cristianismo e até entre os ateus. E tem dado passos e recuos em cada canto do mundo. Os preconceitos se entrecruzam das maneiras mais diversas — há gays racistas, negros homofóbicos, mulheres antissemitas, judeus xenófobos, etc. — e atravessam nossa cultura das mais diversas formas, em diferentes regimes políticos e econômicos.
Quem quiser derrotá-los e construir uma sociedade mais justa e mais livre, precisará se livrar dos dogmatismos e deixar de ver o mundo como uma guerra entre o Bem e o Mal, como o vêem as crianças e os indigentes intelectuais (tenho pena dos conservadores que adotaram o enfant terrible como seu mentor intelectual). Precisará fazer política, no melhor dos sentidos, que é o que eu tento fazer cada dia da minha vida.
*Jean Wyllys é professor universitário e deputado federal pelo PSOL. Artigo originalmente publicado no sítio de CartaCapital

quinta-feira, 7 de novembro de 2013


Enfim a Portaria para a efetivação do Comitê de Equidade em Saúde do Estado do Piauí saiu.



PORTARIA SESAPI/GAB. Nº. 1267/2013.
TERESINA (PI), 04 DE NOVEMBRO DE 2013.
O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DO PIAUÍ, nos
usos de suas atribuições legais,
Considerando a emissão do Relatório de Auditoria CGE nº 07/
2013, da Controladoria Geral do Estado do Piauí, realizado no
âmbito desta Secretaria de Estado da Saúde, referente à análise
dos Pregões Presenciais 004-A/2012/SESAPI e 010/2012/
SESAPI, onde ficou constata uma sucessão de fatos
gravíssimos, bem como em consideração ao Parecer PGE/PLC
nº 456/2013 da Procuradoria Geral do Estado, que recomendou
a abertura de processo administrativo específico com o fito de
apurar a conduta das empresas participantes dos certames
acima mencionados;
Considerando que fora constituída Comissão Específica
formada pelas servidoras Ana Cecília Elvas Bohn, Candice
Maria Freire Trigueiro Escórcio e Luana Diniz Chaves Freire,
por meio da Portaria SESAPI/GAB nº 834, de 17/07/2013, no
intuito de apurar as responsabilidades das empresas
participantes nos Pregões Presenciais 004-A/2012/SESAPI e
010/2012/SESAPI;
Considerando que a Presidente da aludida Comissão, a
Procuradora do Estado Ana Cecília Elvas Bohn, esteve de
licença para tratamento de saúde pelo período de 01/07/2013 a
29/08/2013, conforme Portaria nº 250, de 29/07/2013, da
Procuradoria Geral do Estado, estando, assim, impossibilitada
de exercer a presidência da Comissão Específica;
Considerando que o Despacho do Chefe da Procuradoria de
Fiscalização e Controle de Atos Administrativos, Dr. Raimundo
Alves F. Gomes Filho, às fls. 08 do Processo Administrativo
SESAPI nº AA.900.1.027860/13-90, recomenda a “renovação”
da Portaria SESAPI/GAB nº 834, de 17/07/2013, com o fito de
concluir os trabalhos outrora mencionados;
RESOLVE:
Art. 1º. Renomear a Comissão Específica criada pela Portaria
SESAPI/GAB nº 834, de 17/07/2013, constituída pelos servidores abaixo
listados, a fim de que sejam apuradas as responsabilidades das
empresas participantes nos Pregões Presenciais 004-A/2012/SESAPI
e 010/2012/SESAPI.
a) Ana Cecília Elvas Bohn, Procuradora do Estado do Piauí –
Presidente da Comissão;
b) Candice Maria Freire Trigueiro Escórcio, Auditora
Governamental da CGE/PI – Membro;
c) Luana Diniz Chaves Freire, Gerente Terceirizada na SESAPI –
Secretária.
Art. 2º. O prazo para conclusão do Processo Administrativo
Específico será de 60 (sessenta) dias, contados da data da publicação
desta Portaria, podendo ser prorrogado por igual período.
Art. 3º. Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Cientifique-se,
Publique-se,
Cumpra-se.
ERNANI DE PAIVA MAIA
Secretário de Estado da Saúde do Piauí
OF. 2639

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Núcleo de Pesquisa RODA GRIÔ-UFPI realizará o seu primeiro Congresso

Ocorre dias 6, 7 e 8 de novembro na Universidade Federal, em Teresina

O Núcleo de Pesquisas RODA GRIÔ: GEAfro – Gênero, Educação e Afrodescendência - UFPI, realizará o 1º CONGRESSO SOBRE GÊNERO, EDUCAÇÃO E AFRODESCENDÊNCIA – I CONGEAfro: Conquistas, experiências e desafios.
Ocorre dias 6, 7 e 8 de novembro na Universidade Federal, em Teresina. As inscrições para ouvintes estão abertas, encerrando-se dia 5 de novembro. Até dia 15 de outubro as inscrições estarão com preços promocionais.
Confira mais informações no site do evento:
https://sites.google.com/site/congeafro/home
cartaz_congeafro_2013

Negros são maioria das vítimas em homicídios registrados na capital

Levantamento de 2013 foi realizado pela Delegacia de Homicídios. Delegado de Direitos Humanos diz que muitos números são subnotificados.

Do G1 PI
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Segundo dados da Delegacia de Homicídios de Teresina, os negros são maioria das vítimas de assassinatos em Teresina. O levantamento apontou que 60% dos 210 homicídios registrados na capital envolvem negros.
O delegado de Direitos Humanos, Sebastião Escórcio, diz que este ano já foram registrados 90 casos de injúrias raciais, mas ressalta que muitos números são subnotificados quando se trata de casos de homicídios.
“Se ficar registrado que foi um crime motivado por descriminação da cor da pele, a orientação racial, ou por deficiência física ele consta nos autos como crime racial. Mas, a Delegacia de Direitos Humanos não tem a competência de investigar homicídios”, declarou.
No dia 2 de outubro, o racismo teria motivado um crime na Zona Leste da capital. Um servidor público foi assassinado a tiros dentro de um bar no Parque Universitário, depois de uma discussão iniciada após ter sido chamado de ‘negro’.

Polícia prende homem acusado de desfigurar companheira em Teresina

Homem retalhou o rosto da companheira com uma faca, diz delegada Vilma. Acusado, que estava foragido há seis meses, foi preso no Jacinta Andrade.
Ellyo Teixeira e Pedro SantiagoDo G1 PI
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Fizemos Justiça, diz delegada Vilma Alves (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Fizemos Justiça, diz delegada Vilma Alves (Foto: Ellyo Teixeira/G1)













Um homem identificado como Ezequiel Fonseca foi preso na madrugada desta sexta-feira (4) acusado de desfigurar o rosto de sua companheira com sucessivas facadas, fato ocorrido há cerca de seis meses. A equipe de investigação da Delegacia da Mulher recebeu informações de que o agressor estava escondido em uma casa no Residencial Jacinta Andrade, Zona Norte de Teresina.

Segundo a delegada Vilma Alves, há oito meses a vítima havia procurado a polícia para denunciar as agressões a que vinha sofrendo. Após a notificação, a mulher chegou a trocar de casa três vezes com medo de represálias do ex-companheiro. 

“Há seis meses o Ezequiel descobriu onde ela estava morando e foi lá tentar matá-la. Nessa investida ela a esfaqueou em várias partes do corpo e ainda retalhou seu rosto. A vítima ficou desfigurada. A Polícia agiu, ele se escondeu, mas nós o achamos”, conta Vilma.

Nos seis meses em que o acusado esteve foragido, a vítima, com medo, começou a desenvolver vários problemas de saúde, inclusive tendo AVC (Acidente vascular Cerebral). “Ele teve uma série de transtornos por conta das agressões. O caso é tão grave que ela necessita de uma cirurgia reparadora na face. Hoje ela vive escondida em um abrigo”, afirma a delegada.

Para Vilma Alves, a prisão de Ezequiel mostra que a justiça foi feita. “Esse foi um dos casos mais emblemáticos do Piauí. Me sinto realizada com a prisão de uma homem tão perigoso e de poder ajudar a salvar uma vida. Fizemos justiça”, finaliza.
O acusado foi preso e encaminhado para Casa de Custódia. Ele foi indiciado, dentre outros crimes, por tentativa de homicídio, lesão corporal e ameaça.

Discussão termina em morte de idoso na Zona Leste de Teresina

 Catarina Costa e Pedro Santiago
Do G1 PI
1 comentário
Crime ocorreu em um bar na Zona Leste (Foto: Catarina Costa/G1)Crime ocorreu em um bar na Zona Leste (Foto: Catarina Costa/G1)

Uma discussão acabou em morte no Parque Universitário, Zona Leste de Teresina. Segundo Antônio Gomes da Silva, colega de serviço da vítima e que estava com ele no momento do crime, Cecílio Santos Sousa, de 66 anos, chegou ao bar do Maru por volta das 16h, quando foi ofendido por um homem conhecido apenas como Braga, que se identificava como policial.
Antônio Gomes estava com a vítima no momento do crime (Foto: Catarina Costa/G1)Antônio Gomes estava com a vítima no momento do
crime (Foto: Catarina Costa/G1)
“O Cecílio chegou, pagou uma conta e pediu uma cerveja. Depois disso esse Braga o ofendeu o chamando de 'negro'. Zangado, Cecílio partiu para cima do homem, que sacou uma arma e deu um tiro. Nós corremos e ele deu mais dois tiros”, disse Gomes.

De acordo com o capitão Fernandes Sousa, da Polícia Militar, relatos do dono do bar dão conta que tanto a vítima quanto o atirador sempre frequentaram o local e que eles não se conheciam. “Suspeitamos que o homem conhecido como Braga tenha usado um revólver de calibre 38, porque não tinha cápsulas no chão. Não confirmamos que esse homem seja policial. Já entramos em contato com outros batalhões e ninguém sabe de um militar conhecido por esse nome”, disse.

Polícias das Rondas Ostensivas de Natureza Especial e do 5ª Batalhão da PM acompanham o caso.

domingo, 16 de junho de 2013

Matizes realiza ato “Nosso Sangue Pela Igualdade”

O Grupo Matizes realizou nesta sexta-feira (14) o ato “Nosso Sangue Pela Igualdade” em comemoração ao Dia Mundial do Doador de Sangue. A ação busca chamar a atenção da sociedade na luta pela revogação da  Portaria nº 1.353/2011, do Ministério da Saúde, que proíbe a doação de sangue os direitos de homens gays e bissexuais de doarem sangue. O ato aconteceu no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi). A movimentação foi intensa.
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Parentes de pessoas que estão internadas precisando de sangue agradeceram a iniciativa do Grupo. É o caso de Herculano da Silva, 73, que está com o sobrinho internado em um hospital de Teresina, precisando de seis bolsas de sangue, devido a complicações no coração.
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“Vim aqui atrás de pessoas caridosas para doarem sangue para o meu sobrinho e, felizmente, consegui encontrar pessoas dispostas a fazer esse ato de solidariedade”, afirma Herculano.
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De acordo com a diretora do Matizes, Marinalva Santana, a portaria da Anvisa é preconceituosa e atrasada, pois ela remonta ao pensamento da década de 90, que, erroneamente, propalava que a Aids era uma “peste gay”.
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“A doação de sangue é um gesto que salva milhares vidas. No entanto, infelizmente, são pouquíssimas as pessoas que realizam essa ação solidária no nosso Estado e em todo o restante do país. Por isso, é preciso, diariamente, lutar pela igualdade dos direitos dos doadores de sangue, pois existem muitos homens gays que querem doar sangue e não podem”, destaca Marinalva.
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A ação também foi elogiada por seguranças de uma empresa privada, que aceitaram o convite do Matizes e foram ao Hemopi doar sangue. “Decidimos abraçar essa causa, até porque nós já trabalhamos em área de risco, que é a segurança, e nada mais certo do que ajudar a quem precisa”, finaliza o segurança Roberto Borges.374455_196484717092739_1731339600_n - Cópia - Cópia (5)