quinta-feira, 7 de novembro de 2013


Enfim a Portaria para a efetivação do Comitê de Equidade em Saúde do Estado do Piauí saiu.



PORTARIA SESAPI/GAB. Nº. 1267/2013.
TERESINA (PI), 04 DE NOVEMBRO DE 2013.
O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DO PIAUÍ, nos
usos de suas atribuições legais,
Considerando a emissão do Relatório de Auditoria CGE nº 07/
2013, da Controladoria Geral do Estado do Piauí, realizado no
âmbito desta Secretaria de Estado da Saúde, referente à análise
dos Pregões Presenciais 004-A/2012/SESAPI e 010/2012/
SESAPI, onde ficou constata uma sucessão de fatos
gravíssimos, bem como em consideração ao Parecer PGE/PLC
nº 456/2013 da Procuradoria Geral do Estado, que recomendou
a abertura de processo administrativo específico com o fito de
apurar a conduta das empresas participantes dos certames
acima mencionados;
Considerando que fora constituída Comissão Específica
formada pelas servidoras Ana Cecília Elvas Bohn, Candice
Maria Freire Trigueiro Escórcio e Luana Diniz Chaves Freire,
por meio da Portaria SESAPI/GAB nº 834, de 17/07/2013, no
intuito de apurar as responsabilidades das empresas
participantes nos Pregões Presenciais 004-A/2012/SESAPI e
010/2012/SESAPI;
Considerando que a Presidente da aludida Comissão, a
Procuradora do Estado Ana Cecília Elvas Bohn, esteve de
licença para tratamento de saúde pelo período de 01/07/2013 a
29/08/2013, conforme Portaria nº 250, de 29/07/2013, da
Procuradoria Geral do Estado, estando, assim, impossibilitada
de exercer a presidência da Comissão Específica;
Considerando que o Despacho do Chefe da Procuradoria de
Fiscalização e Controle de Atos Administrativos, Dr. Raimundo
Alves F. Gomes Filho, às fls. 08 do Processo Administrativo
SESAPI nº AA.900.1.027860/13-90, recomenda a “renovação”
da Portaria SESAPI/GAB nº 834, de 17/07/2013, com o fito de
concluir os trabalhos outrora mencionados;
RESOLVE:
Art. 1º. Renomear a Comissão Específica criada pela Portaria
SESAPI/GAB nº 834, de 17/07/2013, constituída pelos servidores abaixo
listados, a fim de que sejam apuradas as responsabilidades das
empresas participantes nos Pregões Presenciais 004-A/2012/SESAPI
e 010/2012/SESAPI.
a) Ana Cecília Elvas Bohn, Procuradora do Estado do Piauí –
Presidente da Comissão;
b) Candice Maria Freire Trigueiro Escórcio, Auditora
Governamental da CGE/PI – Membro;
c) Luana Diniz Chaves Freire, Gerente Terceirizada na SESAPI –
Secretária.
Art. 2º. O prazo para conclusão do Processo Administrativo
Específico será de 60 (sessenta) dias, contados da data da publicação
desta Portaria, podendo ser prorrogado por igual período.
Art. 3º. Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Cientifique-se,
Publique-se,
Cumpra-se.
ERNANI DE PAIVA MAIA
Secretário de Estado da Saúde do Piauí
OF. 2639

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Núcleo de Pesquisa RODA GRIÔ-UFPI realizará o seu primeiro Congresso

Ocorre dias 6, 7 e 8 de novembro na Universidade Federal, em Teresina

O Núcleo de Pesquisas RODA GRIÔ: GEAfro – Gênero, Educação e Afrodescendência - UFPI, realizará o 1º CONGRESSO SOBRE GÊNERO, EDUCAÇÃO E AFRODESCENDÊNCIA – I CONGEAfro: Conquistas, experiências e desafios.
Ocorre dias 6, 7 e 8 de novembro na Universidade Federal, em Teresina. As inscrições para ouvintes estão abertas, encerrando-se dia 5 de novembro. Até dia 15 de outubro as inscrições estarão com preços promocionais.
Confira mais informações no site do evento:
https://sites.google.com/site/congeafro/home
cartaz_congeafro_2013

Negros são maioria das vítimas em homicídios registrados na capital

Levantamento de 2013 foi realizado pela Delegacia de Homicídios. Delegado de Direitos Humanos diz que muitos números são subnotificados.

Do G1 PI
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Segundo dados da Delegacia de Homicídios de Teresina, os negros são maioria das vítimas de assassinatos em Teresina. O levantamento apontou que 60% dos 210 homicídios registrados na capital envolvem negros.
O delegado de Direitos Humanos, Sebastião Escórcio, diz que este ano já foram registrados 90 casos de injúrias raciais, mas ressalta que muitos números são subnotificados quando se trata de casos de homicídios.
“Se ficar registrado que foi um crime motivado por descriminação da cor da pele, a orientação racial, ou por deficiência física ele consta nos autos como crime racial. Mas, a Delegacia de Direitos Humanos não tem a competência de investigar homicídios”, declarou.
No dia 2 de outubro, o racismo teria motivado um crime na Zona Leste da capital. Um servidor público foi assassinado a tiros dentro de um bar no Parque Universitário, depois de uma discussão iniciada após ter sido chamado de ‘negro’.

Polícia prende homem acusado de desfigurar companheira em Teresina

Homem retalhou o rosto da companheira com uma faca, diz delegada Vilma. Acusado, que estava foragido há seis meses, foi preso no Jacinta Andrade.
Ellyo Teixeira e Pedro SantiagoDo G1 PI
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Fizemos Justiça, diz delegada Vilma Alves (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Fizemos Justiça, diz delegada Vilma Alves (Foto: Ellyo Teixeira/G1)













Um homem identificado como Ezequiel Fonseca foi preso na madrugada desta sexta-feira (4) acusado de desfigurar o rosto de sua companheira com sucessivas facadas, fato ocorrido há cerca de seis meses. A equipe de investigação da Delegacia da Mulher recebeu informações de que o agressor estava escondido em uma casa no Residencial Jacinta Andrade, Zona Norte de Teresina.

Segundo a delegada Vilma Alves, há oito meses a vítima havia procurado a polícia para denunciar as agressões a que vinha sofrendo. Após a notificação, a mulher chegou a trocar de casa três vezes com medo de represálias do ex-companheiro. 

“Há seis meses o Ezequiel descobriu onde ela estava morando e foi lá tentar matá-la. Nessa investida ela a esfaqueou em várias partes do corpo e ainda retalhou seu rosto. A vítima ficou desfigurada. A Polícia agiu, ele se escondeu, mas nós o achamos”, conta Vilma.

Nos seis meses em que o acusado esteve foragido, a vítima, com medo, começou a desenvolver vários problemas de saúde, inclusive tendo AVC (Acidente vascular Cerebral). “Ele teve uma série de transtornos por conta das agressões. O caso é tão grave que ela necessita de uma cirurgia reparadora na face. Hoje ela vive escondida em um abrigo”, afirma a delegada.

Para Vilma Alves, a prisão de Ezequiel mostra que a justiça foi feita. “Esse foi um dos casos mais emblemáticos do Piauí. Me sinto realizada com a prisão de uma homem tão perigoso e de poder ajudar a salvar uma vida. Fizemos justiça”, finaliza.
O acusado foi preso e encaminhado para Casa de Custódia. Ele foi indiciado, dentre outros crimes, por tentativa de homicídio, lesão corporal e ameaça.

Discussão termina em morte de idoso na Zona Leste de Teresina

 Catarina Costa e Pedro Santiago
Do G1 PI
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Crime ocorreu em um bar na Zona Leste (Foto: Catarina Costa/G1)Crime ocorreu em um bar na Zona Leste (Foto: Catarina Costa/G1)

Uma discussão acabou em morte no Parque Universitário, Zona Leste de Teresina. Segundo Antônio Gomes da Silva, colega de serviço da vítima e que estava com ele no momento do crime, Cecílio Santos Sousa, de 66 anos, chegou ao bar do Maru por volta das 16h, quando foi ofendido por um homem conhecido apenas como Braga, que se identificava como policial.
Antônio Gomes estava com a vítima no momento do crime (Foto: Catarina Costa/G1)Antônio Gomes estava com a vítima no momento do
crime (Foto: Catarina Costa/G1)
“O Cecílio chegou, pagou uma conta e pediu uma cerveja. Depois disso esse Braga o ofendeu o chamando de 'negro'. Zangado, Cecílio partiu para cima do homem, que sacou uma arma e deu um tiro. Nós corremos e ele deu mais dois tiros”, disse Gomes.

De acordo com o capitão Fernandes Sousa, da Polícia Militar, relatos do dono do bar dão conta que tanto a vítima quanto o atirador sempre frequentaram o local e que eles não se conheciam. “Suspeitamos que o homem conhecido como Braga tenha usado um revólver de calibre 38, porque não tinha cápsulas no chão. Não confirmamos que esse homem seja policial. Já entramos em contato com outros batalhões e ninguém sabe de um militar conhecido por esse nome”, disse.

Polícias das Rondas Ostensivas de Natureza Especial e do 5ª Batalhão da PM acompanham o caso.

domingo, 16 de junho de 2013

Matizes realiza ato “Nosso Sangue Pela Igualdade”

O Grupo Matizes realizou nesta sexta-feira (14) o ato “Nosso Sangue Pela Igualdade” em comemoração ao Dia Mundial do Doador de Sangue. A ação busca chamar a atenção da sociedade na luta pela revogação da  Portaria nº 1.353/2011, do Ministério da Saúde, que proíbe a doação de sangue os direitos de homens gays e bissexuais de doarem sangue. O ato aconteceu no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi). A movimentação foi intensa.
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Parentes de pessoas que estão internadas precisando de sangue agradeceram a iniciativa do Grupo. É o caso de Herculano da Silva, 73, que está com o sobrinho internado em um hospital de Teresina, precisando de seis bolsas de sangue, devido a complicações no coração.
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“Vim aqui atrás de pessoas caridosas para doarem sangue para o meu sobrinho e, felizmente, consegui encontrar pessoas dispostas a fazer esse ato de solidariedade”, afirma Herculano.
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De acordo com a diretora do Matizes, Marinalva Santana, a portaria da Anvisa é preconceituosa e atrasada, pois ela remonta ao pensamento da década de 90, que, erroneamente, propalava que a Aids era uma “peste gay”.
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“A doação de sangue é um gesto que salva milhares vidas. No entanto, infelizmente, são pouquíssimas as pessoas que realizam essa ação solidária no nosso Estado e em todo o restante do país. Por isso, é preciso, diariamente, lutar pela igualdade dos direitos dos doadores de sangue, pois existem muitos homens gays que querem doar sangue e não podem”, destaca Marinalva.
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A ação também foi elogiada por seguranças de uma empresa privada, que aceitaram o convite do Matizes e foram ao Hemopi doar sangue. “Decidimos abraçar essa causa, até porque nós já trabalhamos em área de risco, que é a segurança, e nada mais certo do que ajudar a quem precisa”, finaliza o segurança Roberto Borges.374455_196484717092739_1731339600_n - Cópia - Cópia (5)

sábado, 8 de junho de 2013

Grupo Matizes quer posicionamento da OAB sobre portaria que proíbe doação de sangue por gays

Ventura acrescenta ainda que "o impedimento de doação de sangue por homens gays e bissexuais reforça o estigma e a discriminação contra a comunidade LGBT no Brasil".

O Grupo Matizes se reuniu, na última sexta-feira (7), com o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coelho, em Teresina, para solicitar um posicionamento da OAB com relação à portaria nº 1.353/2011, do Ministério da Saúde, que veda a doação de sangue por homens gays e bissexuais.
Imagem: DivulgaçãoDeputada Margarete Coelho(Imagem:Divulgação)Deputada Margarete Coelho

A portaria foi publicada depois que o ministro da Saúde Alexandre Padilha assumiu compromisso com integrantes do Grupo Matizes e da Liga Brasileira de Lésbicas de rever a Resolução nº 153/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que também impedia gays e homens bissexuais de doarem sangue. O texto da portaria nº 1.353 traz a ressalva de que "a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria”.
Imagem: DivulgaçãoDesembargador Paes Landim e Marinalva Santana(Imagem:Divulgação)Desembargador Paes Landim e Marinalva Santana

Para o Matizes, a ressalva tem efeito prático ineficaz, uma vez que, embora exista, a portaria mantém a vedação da doação de sangue nos casos de homens que tiveram relações sexuais com outros homens. “Essa proibição é de constitucionalidade duvidosa, posto que contraria os princípios da dignidade humana, da não discriminação e da igualdade”, pondera a coordenadora do Grupo, Maria José Ventura.

Ventura acrescenta ainda que “o impedimento de doação de sangue por homens gays e bissexuais reforça o estigma e a discriminação contra a comunidade LGBT no Brasil”. Em 2011, o Matizes provocara o então presidente do Conselho Federal da Ordem, Ophir Cavalcante, no sentido de que a instituição debatesse a resolução da Anvisa, estudando a constitucionalidade da matéria.
Imagem: DivulgaçãoSigifroi Moreno e Matizes(Imagem:Divulgação)Sigifroi Moreno e Matizes

O atual presidente da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coelho, se comprometeu em prosseguir à análise da portaria, no âmbito do Conselho Federal, e ressalta que a OAB é uma instituição erguida na defesa dos direitos humanos e no combate à discriminação. A conselheira federal da OAB-PI e deputada estadual Margarete Coelho, que vestiu a camisa da campanha do Matizes “Nosso Sangue Pela Igualdade”, também assumiu o compromisso de dar celeridade à discussão da matéria na instituição.

A vice-presidente da OAB-PI, Eduarda Miranda, o conselheiro federal e ex-presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno, e o corregedor geral de Justiça do Piauí, Francisco Antônio Paes Landim, também deram apoio à Campanha “Nosso Sangue Pela Igualdade”.

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Fonte: Ascom