domingo, 2 de dezembro de 2012

Festa da Consciência Negra realizadas pelas entidades negras do Piauí


A semana do dia 20 de novembro constituiu-se progressivamente  no Brasil, em uma importante agenda de reflexões, debates e ações sobre a experiência da população negra na sociedade Brasileira e universal ao longo de sua milenar existência. São seminários, shows, debates, conferencias, feiras, palestras, exibições de filmes e documentários que abordam a  questão racial nas mais diversas situações e localidades. Esta atitude por parte da sociedade civil e mesmo por parte do Estado é de suma importância, pois a soma  destas atitudes, que não se restringem, obviamente, a esta semana do mês de novembro, provocam pensamentos reflexivos sobre política, cultura e sociedade, percebendo a realidade em conseqüência do pensar no/a outro/a, independente da condição de pertencimento étnico-racial de cada cidadão/ã.                
Todas as atividades possibilitaram uma maior visibilidade para as ações das entidades negras. Sendo que neste ano, a semana retratou  produções que garantem a sustentabilidade das entidades, tanto no nível de continuidade da prestação de serviços dispensados à comunidade na periferia, como na manutenção de instrumentos percussivos, oficinas, material didático, figurinos e até deslocamento destas entidades de uma comunidade à outra. Neste propósito, a semana da consciência negra em Teresina, também aglutinou pessoas para o reconhecimento das atividades de geração de renda realizado pelo o movimento negro, visibilizando um mercado silencioso, mas ativo na sociedade, possibilitando a criação de parcerias que propicie o crescimento destas atividades. Assegurando, também, uma maior sustentabilidade dos grupos e um maior incentivo às tecnologias adotadas por estes grupos em seus empreendimentos.
                   As comemorações do Mês da Consciencia Negra em Teresina   priorizou a realização da I Feira Negra com o objetivo de difundir costumes e tradições da cultura negra e fomentar negócios de empreendedores da comunidade negra. Além da Feira durante a semana, acontecerá shows, palestras, Roda de conversa sobre a lei 10.639 e saúde da população negra, exposições e comercialização dos produtos culturais afros nas faculdades e escolas do município e do Estado do Piauí.
                  Esta Semana representou para Teresina a continuidade da trajetória de superação e desenvolvimento da população negra que tem uma grande atuação de comércio e empreendedorismo através de suas produções artísticas, alimentares e de vestimentas, apresentando em seu estilo próprio, contemporâneo, o respeito ás mais diverso identidades, sem perder o elo constante com valores ancestrais que até hoje fazem a cabeça e o corpo de muita gente assim seja dado a possibilidade de escolha.
                   Os eventos da Semana da Consciência Negra foram realizada pelas entidades negras de Teresina: Ijexá, Afoxá, Condart  e Instituto da Mulher Negra do Piauí - Ayabás.

                                          I Feira Negra






Show da Consciência Negra
                                          
                                                          Pagode Do Coreto


                                                                           Ijexá




                                                                        Afoxá






                                                            Afro Condart








CEBELA, FLACSO e SEPPIR divulgam novo Mapa da Violência 2012: a Cor dos Homicídios no Brasil


No âmbito das atividades do Mês da Consciência Negra e do Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra – Juventude Viva, o Centro Brasileiro de Estados Latino-Americanos - CEBELA e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - FLACSO em conjunto com a SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, divulgam o Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil, de autoria de Julio Jacobo Waiselfisz.
O estudo focaliza a incidência da questão racial na violência letal do Brasil, tomando como base os registros de mortalidade do Ministério da Saúde entre os anos de 2002 e 2010. Verifica-se nesse período uma queda de 25,5% nos números e taxas de homicídios entre brancos, enquanto os homicídios de negros aumentaram 29,8%, ampliando ainda mais a brecha existente em 2002. O estudo analisa a incidência da vitimização da pessoa negra nos Estados, municípios e capitais brasileiras, tentando identificar os focos e os determinantes dessa violência.
O estudo será apresentado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz no auditório térreo da SEPPIR, no bloco A da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, DF, no dia 29 de novembro, às 9h30. Estará presente a ministra chefe da SEPPIR, Luiza Bairros, e o presidente do CEBELA, Jorge Werthein.
Para fazer o download do Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil, e de outras edições do estudo, entre no site http://www.mapadaviolencia.org.br/

 http://www.conteate10.cnmp.gov.br/
http://www.conteate10.cnmp.gov.br/#!multimidia/cu1y

CNMP lança campanha de combate aos homicídios por impulso

A campanha "Conte até 10. Paz. Essa é a atitude"
CNMP lança campanha de combate aos homicídios por impulso
Com o objetivo de estimular a reflexão sobre os homicídios cometidos por impulso e por motivos fúteis, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) lançou nesta quinta-feira, 8, em Brasília, a campanha "Conte até 10. Paz. Essa é a atitude". O lançamento regional no Rio Grande do Sul acontecerá no dia 22 deste mês, na Escola Estadual de Ensino Médio Mariz e Barros, no bairro Mário Quintana, em Porto Alegre, uma região com alto índice de vulnerabilidade social.

Durante a apresentação da iniciativa em Brasília foi exibido um estudo relativo às motivações dos homicídios cometidos entre 2011 e 2012 em onze estados brasileiros. A Promotora de Justiça Lúcia Callegari, que atua perante o Tribunal do Júri da Capital, representou o MP gaúcho no evento. Inédito, o levantamento foi elaborado pelo CNMP a partir de dados das Secretarias de Segurança Pública. O estudo pretende identificar, dentre o total de assassinatos com classificação de motivos, a proporção dos decorrentes de ações por impulso. Em alguns estados, esse número é superior a 50%.

A campanha foi idealizada no âmbito da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), resultado de parceria entre o CNMP, o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério da Justiça.

CAMPEÕES

Para combater os crimes por impulso, a campanha "Conte até 10. Paz. Essa é a atitude" passa a mensagem de tolerância em situações de conflito, buscando evitar a violência (brigas de trânsito, entre vizinhos, em bares, etc). As peças são estreladas por atletas renomados - os campeões mundiais de MMA Anderson Silva e Junior Cigano e os judocas campeões olímpicos Leandro Guilheiro e Sarah Menezes –, que participam da iniciativa sem cobrar cachê.

A campanha tem vídeos, jingles de rádio, anúncios para veículos impressos e digitais, entre outras peças, que serão veiculadas na mídia nacional gratuitamente até março de 2013. Também estão previstas ações educativas. Material didático sobre o tema está sendo elaborado em parceria com o Ministério da Educação (MEC), para uso a partir de 2013.

ENASP

A Enasp tem entre seus objetivos agilizar a investigação e o julgamento dos crimes de homicídio. A premissa é que o combate à impunidade pode reduzir os índices de violência. Foram definidas metas para conclusão de inquéritos antigos de homicídio (anteriores a 2007 e 2008) e para o julgamento das ações penais desse tipo de crime.

A campanha "Conte até 10. Paz. Essa é a atitude" pretende engajar também a sociedade civil na luta contra o homicídio. "O desafio é agir em duas frentes: combater a impunidade, qualificando a investigação e o julgamento dos crimes, e atuar preventivamente, conscientizando o brasileiro para evitar atitudes e ações contra a vida, em situações de conflito", explica a Conselheira do CNMP Taís Ferraz, Coordenadora do Grupo de Persecução Penal da Enasp. 


Nelma Nunes
ADE SIPIA Conselho Tutelar - Alagoas 
Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humano (SEMCDH)

Superintendência de Políticas para a Criança e o Adolescente (SPCA)
Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA)
www.conselhodacrianca.al.gov.br Fone: (82) 3315. 1739  Cel. (82) 8883.7564/9677.5878
Pelo portal Sipia CT (http://www.sipia.gov.br/CT), o cidadão poderá fazer a denúncia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ação contra ADELAIDE, de Zorra Total


adelaideJá foi distribuída a primeira ação civil pública contra a Rede Globo de Televisão, pelo personagem ADELAIDE, de ZORRA TOTAL. Recebi, anteontem, a cópia da inicial, que aguarda despacho sobre a liminar. Outras ações devem se somar a esta em breve. As entidades de mulheres negras são parte importante deste esforço. Instituições interessadas em somar, favor mandar email para humbertoadami@gmail.com
Humberto Adami
AdvogadoFonte: BLOG do Humberto Adami
http://humbertoadami.blogspot.com.br/2012/08/acao-contra-adelaide-de-zorra-total.html
LEIA TAMBÉM :


ADELAIDE, do Zorra Total, e os limites inaceitáveis. Por Humberto Adami


ATIVAR FEED

Kit "A Cor da Cultura" disponível para download


Para
facilitar o acesso da população brasileira ao segundo pacote pedagógico
A Cor da Cultura, a Fundação Cultural Palmares (FCP) disponibiliza o
material para download. O pacote é mais uma medida prática adotada a
partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre
História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino
fundamental e médio, oficiais e particulares do País. 
Baixe os arquivos:
http://migre.me/b6YZM

IV – Fórum de Ensino Superior Para Os Desafios da História e Cultura Africana e Indigena


15 de outubro -Uma história de Construção


Segundo José Galdino Pereira, embora modesto, o Cesarino gozava de prestígio na sociedade local. 

Por exemplo, em dezembro de 1872, por ocasião da entrega dos prêmios às alunas aprovadas por distinção

 nos exames, o Colégio recebe a visita do inspetor do distrito, o capitão Pimenta, e dos senhores Diogo  

Pupo, Dr. Américo Brasiliense de Almeida Mello e Dr. Manuel de Campos Salles (os dois últimos 

pertencentes à sociedade Culto à Ciência. Em 1876, o Colégio é visitado pelo próprio imperador em 

pessoa, D. Pedro II, quando de sua visita a Campinas para inaugurar os serviços de iluminação a gás.

A antropóloga Irene Maria Ferreira Barbosa, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo,
estudou o caso de uma escola que ajudou negros em Campinas, além de ter esbarrado, durante as pesquisas, com o nome de um outro colégio que teve praticamente a mesma finalidade.

Perseverança era o nome da escola. Ela foi fundada por Antonio Cesarino e funcionou em Campinas de 1860 a 1876. A diferença da escola de Pretextato é que esta recebia alunas brancas durante a tarde (elas pagavam uma mensalidade ao conceituado professor Cesarino). Com o valor arrecadado dessas alunas, ele manteve a instituição e conseguiu ainda dar aulas para mulheres escravas e negras no período da noite. A escola ficava na Rua do Alecrim (atual Rua 14 de Dezembro). Cesarino não era o único professor, quando abriu a escola chamou suas irmãs para lecionar. “Era uma escola que se distinguia das outras do Império pelo seu nível. Se configura entre as escolas particulares que mais tiveram expressão na época”, afirma Irene.

Era um tipo de internato de meninas dirigido por Bernardina Cesarino e por suas irmãs que eram de Paracatu (MG). Em 1875 contava com 50 alunas, algumas pertencentes às melhores famílias da cidade que pagavam mensalidades altas. “As irmãs de Cesarino falavam muito bem francês e entendiam de etiqueta. Foi com o valor cobrado das mensalidades que Cesarino usou o colégio para angariar fundos para comprar também a liberdade de negras ligadas a ele”, explica Irene. Em 1872, Cesarino comprou a liberdade de uma senhora negra que prestava serviços à escola e, em 1874, disputou a custódia de uma criança negra que estava sendo maltratada. O colégio desapareceu em 1876 porque Cesarino teve problemas financeiros.

“A descoberta de escolas para negros em Campinas mostra um dos motivos que os levou [pelo menos alguns] até a elite de São Paulo, principalmente naquela época. Também existiram muitos negros escolarizados no século 19, por serem filhos de negras, contudo de pais brancos que fizeram questão de alfabetizá-los”, diz Irene.

Entre os brancos

A história de Antonio Cesarino está mais bem documentada que a de Pretextato. Ele era filho de um negro alforriado, de nome Cus­­tódio, que entrou em Cam­pinas com uma tropa de mulas durante o período escravista, em 1838, e resolveu vender a tropa para que seu filho de 14 anos pudesse estudar. O filho era Antonio Cesarino – que já sabia ler e escrever. Ele leva certa vantagem na cidade que tinha 6,6 mil habitantes e apenas 205 alfabetizados. A duras penas Cesarino conseguiu frequentar a escola dos brancos e se formar.

Há ainda relatos em Campinas de um barão do café que era analfabeto e fundou uma escola para escolarizar quem quer que fosse, gratuitamente. Foi ali que algumas crianças negras também conseguiram ter acesso à educação.

Fonte:Afro Brasilidade (informação do Gazeta do Povo e Semeando Historia) e http://www.facebook.com/nomesafro?sk=photos 
Imagem: Semeando Historia