quinta-feira, 19 de julho de 2012

FCP publica Edital de qualificação para Agentes Culturais da Juventude Negra


Por Ascom/FCP
Com objetivo de cumprir as diretrizes formuladas pelo Fórum Nacional dos Direitos da Cidadania do Governo Federal, a Fundação Cultural Palmares realizará, por meio do Edital – Chamada Pública nº 001/2012, a seleção de projetos para implantação de dez Núcleos de Formação de Agente Cultural da Juventude Negra – NUFAC.
Serão selecionadas 10 (dez) propostas de órgãos ou entidades da administração pública direta e indireta federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal, instituições culturais, públicas e entidades privadas sem fins lucrativos, que tenham, entre outros requisitos, foco de atuação em cultura e educação.
Os NUFAC’s que  serão criados visam a qualificação de jovens negros e negras do ensino fundamental e médio, completo e incompleto, das classes sociais C, D e E de todas as regiões brasileiras.
O prazo para inscrição é de 35 (trinta e cinco) dias a partir da data da publicação do edital no Diário Oficial da União, que ocorreu em 17 de julho de 2012.
Para visualizar ou imprimir a versão em PDF do Edital, clique aqui
Para visualizar ou imprimir a versão em PDF da publicação no Diário Oficial da União, clique aqui

FCP e ABC/MRE lançam o Edital Conexão Brasil-África


Foto: ExemplusFoto: Exemplus
Eloi Ferreira de Araujo e Marco Farani assinam o Protocolo de Intenções e Programa de Parceria: Cooperação Sul-Sul Conexão Brasil-África
Por Drielly Jardim
“A partir de hoje, a sociedade civil brasileira estará mais próxima do continente que nos deu o sentido de brasilidade e de nação”. Foi com essa afirmação que o presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, deu início à cerimônia de assinatura do Protocolo de Intenções e Programa de Parceria: Cooperação Sul-Sul Conexão Brasil-África, firmado entre a Palmares e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE). 
O primeiro instrumento de implementação do Programa de Parceria é o Edital Conexão Brasil-África, que selecionará propostas de projetos de cooperação técnica internacional com países africanos, latino-americanos e caribenhos, para início de execução no próximo ano.
Durante a cerimônia, que aconteceu nesta quarta-feira (18), no auditório da FCP em Brasília, Eloi Ferreira de Araujo explicou que o Conexão Brasil-África, será um importante instrumento para estreitar os laços culturais entre Brasil e o continente africano. “Ao investir em cooperação técnica e capacitação, por meio do Edital, será possível intercambiar nossos saberes e tradições, além de reafirmar a riqueza da cultura brasileira”, afirmou.
Para o ministro Marco Farani, diretor da ABC/MRE, o Edital vai permitir que o Brasil assuma o papel de sistematizar suas manifestações culturais. “As propostas que irão compor o edital vão nos ajudar a fortalecer os valores culturais brasileiros e permitir a sistematização da nossa própria cultura e a sua transformação em produto, seja ele de consumo ou não”, explicou.
Prioridade – Ao ressaltar a importância do Conexão Brasil-África para o Brasil, o secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Vitor Ortiz, afirmou que o Conexão Brasil-África passa a ser um dos programas prioritários do governo brasileiro. “Não há dúvida de que a cultura tem um papel muito importante em nosso país, por isso o Conexão Brasil-África passa a ser prioridade do Ministério da Cultura e do governo brasileiro”, garantiu. “Não tenho dúvidas de que será o programa da Fundação Palmares que mais investirá em cultura até 2014”, afirmou.
O embaixador do Zimbábue, Thomas Sukutai Bvuma, decano do Corpo Diplomático da África no Brasil, concordou com o secretário executivo do MinC e ressaltou que é preciso apresentar à África as transformações que a cultura africana sofreu no Brasil desde o colonialismo. “Africanos escravizados trouxeram nossa cultura para o Brasil há muitos anos. Agora, é a hora de brasileiros livres apresentarem à África as transformações sofridas e o alto nível que a cultura afro-brasileira adquiriu desde então”, disse.
Resgate cultural – Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), a parceria entre a ABC e a Fundação Cultural Palmares permitirá ao Brasil resgatar sua brasilidade. “O ser humano só se identifica como tal, quando se reconhece como ser cultural e esse programa de parceria permitirá ao Brasil uma nova descoberta cultural e um mergulho em sua africanidade”, avaliou.
Josefina Serra dos Santos, secretária de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir-DF), ressaltou que o Edital é também uma contribuição para que a Lei 10.639/2003 (que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-brasileira em todas as escolas brasileiras) seja cumprida. “Precisamos cobrar para que as determinações da Lei sejam cumpridas, pois esse é um dos instrumentos que temos para que o preconceito com os afrodescendentes e com os países do continente africano seja reduzido a cada dia”, finalizou.
Hotsite – Simultaneamente à assinatura do Protocolo de Intenções e Programa de Parceria, a Fundação Cultural Palmares lançou também um hotsite exclusivo do Edital Conexão Brasil-África. Ao acessar o endereço www.palmares.gov.br/conexaobrasilafrica, as instituições e organizações brasileiras que desejarem participar do projeto poderão visualizar o edital e os formulários necessários para a inscrição, tirar dúvidas e enviar as propostas de projetos até o dia 30 de novembro de 2012. 

Galeria de fotos
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O secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Vitor Ortiz, durante a cerimônia
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O embaixador do Zimbábue e decano do Corpo Diplomático da África no Brasil, Thomas Sukutai Bvuma, ressalta que é preciso apresentar à África a cultura afro-brasileira
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A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) durante a cerimônia
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Josefina Serra dos Santos, secretária de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal (Sepir-DF)
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Público presente durante a assinatura do Protocolo de Intenções firmado entre a FCP e a ABC/MRE
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Representantes de comunidades de matriz africana assistiram à assinatura do Protocolo de Intenções
Denise Porfírio/FCPDenise Porfírio/FCP
Embaixadores africanos, parlamentares, representantes do Governo Federal e Distrital e diretoria da FCP

terça-feira, 3 de julho de 2012

Balotelli e o Racismo na Eurocopa 2012




Hipocrisia e racismo no caso Balotelli. O truque da Gazzetta dello Sport para tentar não ser processada, após compará-lo ao gorila King Kong…

Por Cosme Rímole
Contra a Espanha e a Croácia, bastava a bola chegar a Balotelli e das arquibancadas vinha o mesmo som. Torcedores imitando macacos. Espanhóis e croatas o comparavam a símios por ser negro. Em plena Eurocopa, mais uma demonstração nojenta de racismo.  Contra a Irlanda, ele marcou um gol e se preparava para desabafar, mostrar sua ira contra os torcedores, mas foi calado pelos companheiros italianos. Com as mãos, taparam sua boca para que não ofendesse ninguém e fosse expulso, suspenso. Eles sabem o gênio forte do atacante.
Filho de imigrantes ganeses, Mario nasceu em Palermo, foi abandonado no hospital pelos pais pobres, acabou sendo criado pelos médicos por dois anos. Foi quando o Tribunal de Menores mandou que fosse entregue para a adoção. Acabou com a família Balotelli, de Consécio, Província de Bréscia. Aos 18 anos pôde assumir a cidadania italiana. Tão talentoso quanto problemático, o atacante de 21 anos é uma das maiores esperanças da Itália para a Copa de 2014. Do pequeno Lumezzane passou para a Inter e depois foi para o Manchester City por R$ 78 milhões, em 2010. Apesar de reconhecer seu talento, a direção da Inter o negociou graças às inúmeras polêmicas e brigas no clube. Mas o jogador queria sair da Itália por não suportar as provocações racistas de torcedores de outras equipes.Tudo estava se repetindo na Eurocopa, quando tudo ficou ainda pior na Itália. A atitude descabida veio de quem deveria ser mais evoluído do que torcedores racistas.
Após a vitória da Itália nos pênaltis contra a Inglaterra, o jornal Gazzetta dello Sport foi ridículo. Para comemorar a classificação publicou uma charge, nela, Balotelli aparece como King Kong em cima do Big Ben. A comparação a um gigantesco gorila foi repudiada pelos próprios leitores do jornal. A charge acabou tão racista quanto os ignorantes torcedores da Eurocopa e foi criticada mundialmente. Balotelli deve processar a publicação quando acabar o torneio na Polônia. Veio a partida ontem entre a surpreendente Itália e a favorita Alemanha. O atacante rouba a cena. Marca os dois gols da vitória na semifinal.
Após o segundo, faz questão de tirar a camisa. Sabe que toda a atenção está voltada a ele. E mostra com orgulho que é negro. Depois do jogo, o jornal que já havia pedido desculpas ao jogador, foi além. Deu uma mostra de hipocrisia. Para tentar colocar uma pedra no assunto e não ser processado, publicou com destaque no seu site. Uma foto imensa do atacante sem camisa. E com a manchete: "Orgulho da Itália". Foi apenas mais uma demonstração de cinismo. Não há nada de patriótico no gesto. É puro medo de perder milhões de euros com o processo que chegará. Fica a lição. Racismo é imperdoável entre os ignorantes. Mas na classe formadora de opinião é inadmissível.
A Gazzetta tem de pagar pela estupidez que divulgou. Logo na Itália, um país que ainda carrega as cicatrizes do fascismo de Mussolini. Que Baloteli não volte atrás. Leve até o fim a ideia do processo. Faça do caso um exemplo contra a discriminação. Contra a ignorância. Que não caia no truque interesseiro e hipócrita de quem não só o humilhou. Ridicularizou os negros ao compará-lo a um gorila...
FONTE:

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Religiosidade e etnobotânica africanas são tema de evento em Caruaru


O Centro Acadêmico do Agreste (CAA), em Caruaru, sedia o evento “Religiosidade e etnobotânica na Diáspora Africana: memória e identidade”, na segunda-feira (18), às 17h, no auditório do CAA. O evento contará com palestra do antropólogo e etnobotânico John Rashford, do College of Charleston, na Carolina do Sul, Estados Unidos (EUA), e membro da Sociedade de Economia Botânica dos Estados Unidos. As inscrições são presenciais e podem ser realizadas no dia do evento, gratuitamente.
John Rashford abordará o tema “As razões para a dispersão, pelo ser humano, do baobá africano no continente americano” (The reasons for the human dispersal of the african baobad in the Americas). A palestra contará com tradução simultânea da gerente de intercâmbio da Assessoria Internacional da Universidade Federal da Bahia, Cláudia Barreto.
A programação também conta com palestra do especialista em Turismo e Patrimônio Fernando Batista, com o tema “De Pernambuco à Bahia, do político ao religioso: faces do baobá na diáspora africana”. O evento, cuja carga horária é de 4 horas, tem coordenação de Fernando Batista e vice-coordenação das professoras da UFPE Fátima Aparecida Silva e Tatiane Cosentino Rodrigues. A realização é da Pró-Reitoria de Extensão (Proext) e do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (Neab) da UFPE, com apoio do CAA.
A UFPE disponibilizará um ônibus para o transporte Recife-Caruaru-Recife, no dia do evento. A saída será às 14h30, na Reitoria. Os interessados devem enviar e-mail, antecipadamente, para neab.ufpe@gmail.com, indicando nome completo, identidade, CPF e telefone. Haverá 29 vagas, com prioridade para os membros do Neab/UFPE.
VISITA – O antropólogo John Rashford visitará, na terça-feira (19), a Escola Estadual Mariano Teixeira, no Recife, em comemoração ao Dia do Baobá. O convidado será recepcionado por uma exposição organizada pelos alunos.

Trabalho doméstico: herança histórica do racismo e sexismo no Brasil


Luana Natielle Basílio e Silva           luana fotoULF       

É sabido que existem alguns pilares que estruturam as desigualdades no Brasil. Este quadro que vivenciamos tem fortes traços marcados por dois elementos centrais na temática de desigualdade: sexismo e racismo. Além, obviamente, de outros elementos estruturantes para esse quadro, como a opressão de classe e a violência da imposição da heteronormatividade.
O papel histórico atribuído às mulheres sempre esteve relacionado ao espaço doméstico. Ambiente privado onde, destituídas da fala e de serem protagonistas de sua própria história, as mulheres ficavam à mercê das mais diversas formas de violência física, moral e psicológica, dentre outras. Ao quadro de construção de uma sociedade patriarcal e machista, soma-se a violência do racismo nesta representação, que por si só deveria gerar certo “desconforto” ou implicar em responsabilidades individuais e coletivas.
Nesse contexto, um tema de conturbada discussão se refere ao trabalho doméstico e mais especificamente às mulheres, que representam 95% das pessoas envolvidas nessa atividade, sendo que dessas 61% são mulheres negras (Fonte: PNAD, 2010). Além disso, das mulheres inseridas no mercado de trabalho, 17% estão no trabalho doméstico remunerado, o que representa em torno de 7 milhões de pessoas.
A reflexão que se traz a este quadro vivenciado pelas trabalhadoras domésticas se refere à herança histórica que a escravidão legou às mesmas. Nem é preciso uma profunda análise crítica para perceber a mentalidade da “benesse” que era concedida às trabalhadoras que tinham o “direito” de ficar na Casa Grande com os Senhores, acompanhar as Sinhás, servir de ama de leite, ser objeto sexual para a livre utilização de seus corpos pelos homens da casa e muitas vezes nem precisavam ficar na senzala com os demais negros escravizados. Afinal, do que elas poderiam reclamar? Perguntavam-se os senhores de negros escravizados.
Percebe-se a continuidade dessa mentalidade nas práticas cotidianas das/os empregadoras/es que não reconhecem o trabalho doméstico como outra atividade remunerada qualquer (com exceção da não-lucratividade), reproduzindo práticas deste período colonial Algumas/uns acreditam que esse serviço deve ser pago com “favores”, como dar as roupas usadas, por exemplo, ou que a não extensão de todos os direitos trabalhistas está relacionada à ausência de escolaridade (ensino formal), subestimando outras formas de produção de saber, inerentes a essa atividade.
Creuza Maria de Oliveira, Presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), no Seminário dos Trabalhadores Domésticos.Creuza Maria de Oliveira, Presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), no Seminário dos Trabalhadores Domésticos.
A vulnerabilidade não se refere tão somente às práticas cotidianas. O próprio Estado brasileiro compra esse discurso do “informalismo” (aqui utilizando-me de um eufemismo). Sob diversas alegações, transforma-se essa discriminação em texto legal, não estendendo às trabalhadoras domésticas todas as garantias trabalhistas. As justificativas passam pelo impacto econômico dessa extensão e pela possibilidade de diminuição do números de Carteiras de Trabalho assinadas, por exemplo.
Dessa forma, aumenta-se a vulnerabilidade das mulheres que exercem essa atividade. Tanto socialmente, no ambiente de trabalho, como legalmente, ao não ratificar a Convenção nº 189, que garante às domésticas os mesmos direitos que as/os demais trabalhadoras/es. É muita ousadia querer tratamento igualitário? E, mais uma vez, afinal, do que elas poderiam reclamar? Perguntam-se os novos senhores.
Diante desse quadro, duas coisas ficam bem explícitas. A primeira delas é que a situação das trabalhadoras domésticas deixa bem nítida as marcas do machismo e patriarcalismo brasileiro, que impõe ao corpo feminino o papel de “cuidado” do espaço doméstico, sem que isto represente uma atividade remunerada, já que a ela compete socialmente o zelo com o ambiente do lar. A segunda marca é o reconhecimento de que a precariedade e a vulnerabilidade social do trabalho doméstico são herança direta do sistema escravocrata e legado da mentalidade colonial, que ainda demonstra forte influência no pensar e no agir cotidianos e do Estado, ente que deveria garantir a equidade para todas/os.
Luana Natielle Basílio e Silva – Advogada, assessora do Cfemea e sócia colaboradora do Bamidelê

fone: Cfemea - www.cfemea.org.br

domingo, 10 de junho de 2012

Youth Blast – Conferência de jovens para o Rio + 20




Foi aberta oficialmente nesta Quinta-feira, 07 de junho no Rio de Janeiro  o Youth Blast. Evento promovido pela ONU, cujo objetivo  é  ouvir a juventude Brasileira e internacional sobre meio ambiente, sustentabilidade e seu olhar sobre o tema, para juntos avaliar os 20 anos da Conferência  das Nações unidas sobre o meio ambiente. A reunião ocorrida em 1992 foi considerada como louvável e uma das melhores tentativas por parte da comunidade Global para mudar o curso do desenvolvimento humano para um modelo igualitário e sustentável. Passada duas décadas da qual diversos acordos e diretrizes  do desenvolvimento sustentável foram definidos  entre eles  a agenda 21, carta da Terra,Tratado da educação ambiental e  as convenções  sobre diversidade, desertificação e mudanças climáticas – o Rio de Janeiro volta a receber esta importante atividade e sua primeira ação é então ouvir as juventudes  mobilizadas e convidadas para o encontro.
Para os jovens presentes, este é um importante momento para a reformulação de processos históricos e renovação de idéia tendo estes como defensores de seus posicionamentos sociais e políticos. Nós do Site Correio Nagô formos convidados para debater uma comunicação sustentável e deixar nosso público por dentro de tudo que irá ocorrer na Agenda Afro-20. Fiquem ligados em nosso site e mantenham-se informados sobre o que a comunidade negra esta pensando neste encontro.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ator Fernando Almeida é assassinado no Rio


Fernando Almeida em  Malhação. Foto: Globo/Divulgação

Fernando Almeida em Malhação
Foto: Globo/Divulgação


O ator Fernando Almeida, que participou de novelas na TV Globo, foi assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada de domingo (4) na avenida Brasil, na altura de Realengo, zona oeste do Rio. O enterro aconteceu nesta quarta no cemitério de Irajá, Rio.
A família só soube do crime nesta terça. O ator, 28 anos, tinha ido, no último sábado (3), a uma festa na casa de amigos na zona oeste do Rio.
O delegado responsável pelas investigações, Leonílson Ribeiro, da 33ª Delegacia de Polícia, disse que Almeida é acusado de ter agredido uma mulher na festa, o que teria revoltado dois homens que estavam no local, que, supostamente, o mataram por vingança.
Fernando Almeida estreou na tevê ainda criança. O primeiro papel de destaque foi aos 10 anos de idade, na novela Livre para Voar, em 1984. Ele participou de várias minisséries e produções de sucesso como O Outro, Vale Tudo e Pedra sobre Pedra. O último trabalho na TV Globo foi na novela A Padroeira, em 2001. Segundo a assessoria da emissora, Fernando não mantinha mais nenhum vínculo com a Globo.
A ex-mulher do ator, a produtora Antônia Fontenelle, ficou chocada com o assassinato. "Ele tinha 28 anos e era cheio de sonhos. Estava fazendo trabalho de iluminação no Municipal. Ele estava todo feliz porque tinha descoberto uma nova profissão. E aí, acontece uma brutalidade dessas", lamentou, em entrevista ao Jornal Nacional nesta terça. Almeida deixa um filho de sete anos.