terça-feira, 6 de setembro de 2011

Meu nome é MULHER!



  
Eu era a Eva 
Criada para a felicidade de Adão 
Mais tarde fui Maria 
Dando à luz aquele 
Que traria a salvação 
Mas isso não bastaria 
Para eu encontrar perdão. 
Passei a ser Amélia 
A mulher de verdade 
Para a sociedade 
Não tinha a menor vaidade 
Mas sonhava com a igualdade. 
Muito tempo depois decidi: 
Não dá mais! 
Quero minha dignidade 
Tenho meus ideais! 
Hoje não sou só esposa ou filha 
Sou pai, mãe, esteio de família 
Sou caminhoneira, taxista, 
Piloto de avião, motorista de onibus, policial feminina, 
Operária em construção, e
Até Presidente(a) ..
Ao mundo peço licença 
Para atuar onde quiser 
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA 
E meu nome é MULHER !!! 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

2º aniversario das Ayabás


Prezada Iraneide,

Incumbiu-me o Presidente da Fundação Cultural Palmares, Sr. Eloi Ferreira de Araujo, de acusar o recebimento e agradecer o convite para participar do Café da Manhã Formativo como parte das atividades dos 2 anos do AYABÁS, a realizar-se no dia 06 de setembro de 2011.

Lamentavelmente, não será possível o seu comparecimento, tendo em vista os compromissos institucionais confirmados anteriormente.

Envia, assim, os seus votos de estima e elevada consideração, na certeza de que o evento será bem sucedido.

Certo de sua compreensão, renovamos a disposição da Fundação Cultural Palmares em continuar trabalhando, cada vez mais, na direção de formular e implantar políticas públicas que potencializam a participação da população negra brasileira nos processos de desenvolvimento do País.


Atenciosamente,

Katiane Ferreira
Gabinete da Presidência
Fundação Cultural Palmares

Dois anos de ayabás


Agradecemos o envio da divulgação.segue link no site 06/09/2011 Comemorações dos dos 2 anos do Grupo Ayabás - Piauí



Atenciosamente,

Isabel-Clavelin_PT
UNASE_Brasilano_afro_pequena



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Abdias Nascimento homenageado com o Troféu Palmares






Por Denise Porfírio  
O encerramento das atividades do 23º aniversário da Fundação Cultural Palmares (FCP), na noite da última quinta-feira (18) foi marcada por muita emoção, música e compromissos firmados na luta contra o racismo. O evento contou com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, músicos, atores, religiosos de matriz africana e representantes de entidades de apoio à cultura negra.    
O Teatro Nacional, em Brasília, foi palco da festa em celebração à ancestralidade afro-brasileira. O público reverenciou com entusiasmo a homenagem Post Mortem feita ao ativista negro Abdias Nascimento, pioneiro na luta contra o racismo no Brasil, falecido no dia 24 de maio de 2011. Sua companheira de vida e de luta, Elisa Larkin foi quem recebeu o Trófeu Palmares.  
Elisa se emocionou ao receber a comenda e fez referência a representações de entidades afro-brasileiras que simbolizam o trabalho de Abdias na militância e na comunicação com os povos afrodescendentes. Um vídeo com cantos na língua Iorubá apresentou a trajetória de Abdias Nascimento, que em uma entrevista concedida em 2004, declarou: “Precisamos continuar a luta por uma efetiva igualdade de oportunidades para a soberania de nossa nação”.  
Para Elisa Larkin, a construção de uma igualdade racial e social depende da abordagem de ações que contemplem as políticas de cotas nas universidades, a valorização da cultura africana, a implementação da Lei nº 10.639 nas escolas de ensino fundamental e médio, entre outras iniciativas. “A erradicação da miséria está enraizada na eliminação do racismo”, afirmou.  
Durante a cerimônia, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, considerou a criação da Fundação Palmares uma extensão da política, do trabalho e dos esforços de Abdias e do movimento social negro. “Estou muito contente por participar da festa de celebração da trajetória de 23 anos da Fundação Cultural Palmares e dessa homenagem a Abdias do Nascimento”, destacou.  
Segundo o presidente da FCP, Eloi Ferreira de Araujo, a realização do evento no ano instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes é uma oportunidade para trabalhar a cultura negra e promover a igualdade de oportunidades para todos. “2011 ficará marcado para a Fundação Palmares pela homenagem a Abdias. Sua herança nos fortalece para avançar em um país mais justo”, disse.  
13 de novembro – No mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, o dia 13 foi escolhido pela família de Abdias e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) como uma data especial: as cinzas do ativista serão jogadas no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, em Alagoas, onde existiu um dos maiores redutos da luta e resistência negra brasileira.  
“Para a infância negra futura geraremos um mundo diferente”, Abdias do Nascimento.  
Trecho do poema Olhando no Espelho 

Veja abaixo a galeria de fotos:  
 
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Após um discurso emocionado, Elisa Larkin ergue o Troféu e proclama: “Abdias, presente!”
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Eloi Ferreira e a ministra Ana de Hollanda falam sobre a importância do ativista negro
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
A mestre de cerimônia, Teresa Lopes, fala sobre Abdias
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
O presidente da FCP, Eloi Ferreira, homenageia Abdias Nascimento
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
GOG, Benedito Gonçalves, Elisa Larkin, Ana de Hollanda, Vera Proba, e o Eloi Ferreira posam ao lado de foto de Abdias Nascimento com Ruth Souza na sala vip do Teatro Nacional.

sábado, 20 de agosto de 2011

Palmares 23 anos: Celebração à cultura afro-brasileira






Por Fernanda Lopes e Joceline Gomes 
Uma celebração à cultura afro-brasileira. Esta é a melhor definição para os shows que encerraram as comemorações do 23º aniversário da Fundação Cultural Palmares, na noite da última quinta-feira (18), no Teatro Nacional de Brasília. O rapper GOG abriu a festa com sucessos consagrados como “Brasil com P” e músicas inéditas do novo CD Negras Raízes, que será lançado em novembro, mês da Consciência Negra. 
Durante todo o show, Gog homenageou Abdias Nascimento e outros nomes que marcaram a história do movimento negro, incluindo a Fundação. “Me emocionei quando abri o folder da Palmares e vi Abdias, Leci e Gog na mesma página”, disse o rapper ao traçar uma linha do tempo do movimento negro no Brasil.  
Dois telões apresentavam intervenções audiovisuais, que ajudavam a compor o ambiente de protesto social das letras do “poeta do Rap nacional”. Gog emocionou a plateia ao convidar a cantora Marielhe Borges para cantar “Carta a Mãe África”, música onde parafraseia Elza Soares: “A carne mais barata do mercado é a negra”. 
Além da cantora Marielhe o rapper convidou Igor Melo e Máximo Mansur para cantar a inédita “África Tática”, escrita em parceria com o poeta Nelson Maca. A música fala sobre a influência da cultura africana no Brasil e da tática de sobrevivência dos negros que para cá vieram. 
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
GOG apresenta seu mais novo CD – Negras Raízes
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Em parceria com Marilhe Borges, Máximo Mansur, Higo Melo
Samba de primeira – A cantora Leci Brandão levantou a plateia desde seus primeiros acordes. Vestida de rosa, homenageando a Mangueira, sua escola de samba de coração, a cantora abriu o show com a música “Hino de Exaltação a Mangueira”, porém não deixou de homenagear as outras escolas, cantando sambas-enredo da Portela e do Império Serrano. 
Convocou o público a ir para frente do palco e sambar com suas “canções afirmativas”. Apresentou apenas sambas de compositores negros e exaltou várias classes trabalhistas, entre eles os agentes culturais e professores. “Se há alguns anos os governantes tivessem se preocupado mais com a educação o cenário hoje seria outro”, enfatizou. 
Lembrou a importância de mulheres negras no samba e sua exclusão na mídia por seus estereótipos ao cantar sambas consagrados de Dona Ivone Lara e Jovelina Pérola Negra. Leci reiterou a importância do empoderamento da mulher negra e convidou as presentes a se engajarem nessa luta. 
Com 36 anos de carreira e uma vida de militância, a cantora lembrou com carinho da criação da FCP. “Estive presente na criação da Palmares e nunca imaginei que hoje estaria aqui, celebrando seus 23 anos”. 
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
A cantora Leci Brandão com sua banda
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Vestida de rosa, a cantora homenageia a escola de samba Mangueira
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Leci convidou e a plateia foi para a frente do palco

A Cultura como veículo de erradicação da miséria





Por Daiane Souza
“A erradicação da miséria é o caminho para um país mais justo, fraterno e igual”. Com esta frase o presidente Eloi Ferreira de Araujo, da Fundação Cultural Palmares, abriu o “Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria”, na noite da última terça-feira (16).  O evento que acontece até dia 18 de agosto, no St. Peter Hotel, em Brasília, tem por objetivo reunir ideias, propostas e ações para o enfrentamento da extrema pobreza a que estão expostos 16 milhões de brasileiros, a partir da promoção e valorização da cultura, sobretudo, a cultura afro-brasileira.
De acordo com o presidente da FCP, a proposta é debater a construção de mecanismos para que seja assegurado o acesso aos bens culturais, econômicos e aos direitos fundamentais a população negra, que representa 70% dos pobres e 71% dos indigentes no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Na mesa de abertura do seminário estavam: Horácio Senna e Carlos Alberto Reis de Paula, ministros do Tribunal Superior do Trabalho; Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário; Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Elisa Larkin, esposa de Abdias Nascimento.
Na ocasião, o ministro do Desenvolvimento Agrário destacou que o país acaba de passar por um momento importante que reflete o empenho da gestão Dilma Rousseff no trabalho de erradicação da miséria. “Mais de 35 milhões de pessoas passaram a constituir a classe média, 28 milhões saiu da situação de extrema pobreza. Destes, quatro milhões estavam em áreas rurais e tiveram incrementos em sua renda”, apontou.
Para ele, embora os resultados sejam positivos ainda falta muito para reparar uma situação promovida por séculos de escravidão e a Fundação Palmares mostra sua envergadura ao levantar o tema à sociedade. 
MISÉRIA X CULTURA - A ministra Luiza Bairros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) alertou para a importância do evento, que durante dois dias vai discutir a cultura como veículo de erradicação da miséria. “Temos um desafio importante: ‘miséria’ e ‘cultura’ são palavras opostas, uma vez que a cultura negra representa nossa maior riqueza. É prova da resistência que tivemos neste país, de como nos mantivemos”, afirmou.
Para Luiza Bairros, o seminário é uma possibilidade de reflexão para o que significa a situação de miséria ainda existente no país. Em concordância, Carlos Alberto Reis de Paula, ministro do Tribunal Superior do Trabalho, ressaltou que a parcela da sociedade constituída por mais da metade da população não pode ser marginalizada.
Eloi Ferreira de Araujo completa afirmando que um bom começo seria a garantia real dos direitos. “As religiões de matriz africanas, por exemplo, ainda não têm os mesmos direitos reservados às demais crenças”, pontuou. O ano de 2011 é um ano carregado de simbolismos para a comunidade negra, por isso a valorização da cultura, a melhoria da qualidade de vida das pessoas em situação de extrema pobreza e os direitos fundamentais são apenas alguns dos pontos a serem tratados no seminário.
O presidente lembrou que 2011 foi considerado o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes pela Organização das Nações Unidas e que o racismo presente em vários países precisa ser considerado no debate, uma vez que, no Brasil, ainda é velado. “A cultura pode mudar essa realidade. Para isso, ela precisa estar inserida no meio governamental e estar a serviço, especialmente da população negra”, disse.
O Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria, que conta com a parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pode ser acompanhado ao vivo pelo Twitter da Fundação Cultural Palmares.
Veja abaixo a galeria de fotos:
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Presidente Eloi Ferreira de Araujo fala de desafios para erradicação da pobreza por meio da cultura
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Público acompanha debate de ministros durante abertura do Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Eloi Araujo acompanha Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Luisa Bairros (D), ministra da Seppir cumprimenta Eduardo Oliveira, fundador do Congresso Nacional Afro-brasileiro, e Elisa Larkin, esposa de Abdias do Nascimento
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Tereza Lopes solta a voz em Canto das Três Raças composta por Clara Nunes
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Banda celebra cultura negra com samba na voz de Tereza Lopes
Foto: Joceline Gomes / FCPFoto: Joceline Gomes / FCP
Eloi Ferreira recepciona convidados em Sala Vip do evento