domingo, 8 de maio de 2011

O Programa Hubert. H. Humphrey

            O Programa Hubert. H. Humphrey é destinado a profissionais brasileiros do setor público e do terceiro setor (ONGs) em meio de carreira, preferencialmente empreendedores sociais, com comprovado potencial de liderança e atuantes nas áreas de: 
  • Desenvolvimento e economia agrícola;
  • Direito (com foco em direitos humanos);
  • Drogas (educação, prevenção e tratamento);
  • Manejo de recursos naturais e meio ambiente;
  • Planejamento urbano e regional (com foco em habitação popular);
  • Políticas e administração de saúde pública;
  • Política e administração de tecnologia (com foco em inovação);
  • Políticas e planejamento educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior);
  • Tráfico de pessoas (políticas de prevenção).
Requisitos para candidatura:

  • Ter nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americano
  • Ser graduado em curso com duração superior a quatro anos
  • Ter no mínimo cinco anos de experiência profissional, até agosto de 2012, após a conclusão do bacharelado
  • Ter fluência em inglês.
Terão prioridade candidatos:
  •   Provenientes de setores sub-representados, por razões socioeconômicas, em programas internacionais de aprimoramento educacional e profissional;
  • Talentosos, com capacidade de liderança, que queiram aprimorar seus conhecimentos em sua área de atuação;
  • Com vinculação profissional com o setor público ou, preferencialmente, com o terceiro setor (ONGs);
  • Com experiência em trabalho ou atividades relacionadas ao desenvolvimento de sua comunidade, grupo social, região ou do País; 
  • Sem experiência educacional ou profissional no exterior.
Benefícios:  
  • Bolsa mensal de US$1,700 a US$ 2,500 de acordo com a localidade
  • Auxílio-instalação de US$ 800 (parcela única) 
  • Subsídio para compra de computador de US$500 (se necessário, parcela única)
  • Auxílio para livros de US$750 (parcela única) 
  • Auxílio para desenvolvimento profissional de US$1,900 a US$2,400 de acordo com a localidade rcela única)
  • Auxílio para viagem internacional de ida ao EUA de US$ 200
  • Auxílio para viagem de retorno ao Brasil de US$ 400 
  • Passagem de ida e volta; seguro saúde, anuidade e taxas escolares.

Palmares cria selo para celebrar o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes

Criação: Daniel Cabral / FCP   
Por Suzana Varjão   

             No Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a Fundação Cultural Palmares (FCP) criou um selo para celebrar a data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir o compromisso mundial de lutar contra o racismo e pela inserção de negros e negras em todos os espaços de cidadania. Fruto de criação coletiva, a marca será usada em documentos e peças promocionais da instituição.     
            O selo comemorativo exprime o compartilhamento de objetivos da Palmares e da Organização das Nações Unidas, por meio da fusão de elementos de suas respectivas marcas. Ao abraçar a causa dos povos da Diáspora Africana, a ONU abraça também as instituições que por ela trabalham – o que o componente gráfico da marca criada pela Palmares procurou traduzir, com o entrelaçamento das duas simbologias.     
DISCURSO GRÁFICO – O slogan do selo-exaltação segue a tipologia da marca da Fundação, reforçando a referência à sua identidade visual – um discurso gráfico que busca notabilizar, internacionalmente, sua nobre missão, de proteger, valorizar e promover a cultura negra; uma forma de dizer que “acreditamos e apoiamos a campanha da ONU”, como pontua o presidente da Palmares, Eloi Ferreira de Araujo.     
          Quem quiser usar o selo comemorativo poderá baixá-lo diretamente do portal da Fundação, onde estará publicado também um sucinto manual de aplicação. A referência ao ano de 2011 foi propositalmente suprimida, uma vez que a intenção é usar o símbolo mesmo após o prazo formal da campanha, cujos desdobramentos ultrapassarão o período oficial das celebrações.     

A campanha  

“A comunidade internacional não pode aceitar que grupos inteiros sejam marginalizados por causa da cor de sua pele” (Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU).
               O ato que instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes ocorreu em dezembro passado, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. E marcou a retomada das resoluções da III Conferência Mundial sobre Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, realizada há dez anos, na cidade de Durban, África do Sul.     
             Um dos signatários do documento que selou o pacto da comunidade internacional pelo fim do racismo, o Brasil reiterou o compromisso firmado nas conferências regionais de 2006 e 2008, quando foram avaliados os avanços e desafios da implementação do Plano de Ação de Durban na América Latina e Caribe; e na conferência de Revisão de Durban, ocorrida em Genebra, em 2009.     
            Dentre os mecanismos estruturados pelo Estado brasileiro para combater a discriminação racial e promover a inclusão e o desenvolvimento da população negra no País destacam-se a criação da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e a sanção da Lei 12.228, de 2010, conhecida como Estatuto da Igualdade Racial.     

Quem somos   


                     Criada em 1988, em decorrência da luta do Movimento Negro, a Fundação Cultural Palmares (FCP) é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira. Preocupada com a igualdade racial e com a valorização das manifestações de matriz africana, formula e implanta políticas públicas para potencializar a participação da população descendente de africanos escravizados nos processos de desenvolvimento do País
Leia mais sobre o assunto.
O selo comemorativo, com suas variações de cor:
     
Criação: Daniel Cabral / FCP

Pacote que valoriza a cultura negra chega ao circuito educacional

Denise Porfírio/FCPDenise Porfírio/FCP
Nos CDs, são registrados programas que valorizam a cultura afro-brasileira
Por Daiane Souza 

               Chega ao circuito educacional mais uma contribuição para o efetivo cumprimento da lei que obriga o ensino da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas: kits do projeto Mestres e Griôs do Brasil. Fruto de parceira entre a Fundação José de Paiva Netto e a Fundação Cultural Palmares (FCP), o material será entregue em bibliotecas, universidades, associações e instituições que valorizam o patrimônio imaterial do País.
               Constituídos por dois DVDs, os pacotes exibem programas interdisciplinares de televisão sobre aspectos culturais afro-brasileiros. Eles integram um conjunto de iniciativas que buscam contribuir para a efetivação da Lei 10.639, de 2003, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas públicas e privadas do Brasil.
DISTRIBUIÇÃO – O diretor da Fundação José de Paiva Netto (FJPN) em Brasília, Enaildo Viana, entregou ao presidente Eloi Ferreira, na última terça-feira, 2.000 kits do projeto, para distribuição em instituições educacionais. O material não será disponibilizado a pessoas físicas, pois o objetivo é que sirva de apoio a professores de diferentes disciplinas, com num esforço para popularizar tradições de matriz africana.
               Eloi Ferreira ressalta que o setor cultural do País tem dado importantes passos para o cumprimento da Lei 10.639, mas que é preciso muito mais para que seu objetivo seja plenamente alcançado. E lembra que a obrigatoriedade do ensino sobre a temática também está registrada no Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288, capítulo II), sancionado em 20 de julho de 2010.
NA PRÁTICA – Temas como tradição oral, congada, jongo e maculelê buscam ampliar a compreensão de professores e estudantes sobre a cultura negra. A professora Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, crê que a escolha do público-alvo foi a acertada. “É a comunidade escolar de hoje que vai mudar a visão das gerações futuras”, pontua.
               Waldicéia destaca ainda que os materiais que vêm sendo produzidos para dar visibilidade à cultura afro-brasileira são de extrema importância para o resgate da identidade de um país que ainda se utiliza de referências européias para ensinar. “Até pouco tempo, o Estado e os movimentos se preocuparam em divulgar apenas o que já é popularizado, como o Hip Hop. Precisamos trabalhar com o que é nosso”, completa.
              Negra, Armênia da Silva Santos, estudante do segundo semestre de Pedagogia das Faculdades Integradas Unicesp, já pensa em como trabalhar a história da África e dos afrodescendentes em suas aulas. “Tenho em mente oficinas para despertar os alunos para a importância da preservação das tradições”, conta. “O uso do material facilitará o ensino, concretizando o que será explicado em sala de aula”, conclui.

GRIÔS

          Os Griôs são povos que carregam o dom da oratória e transmitem sabedoria popular com facilidade. Meio nômades, são líderes de grupos culturais, geralmente músicos e poetas de cultura popular, na maioria de origem negra, como capoeiristas, congadeiros e jongueiros. Na definição de Thomas Hale (1988), “são responsáveis por uma sabedoria e uma arte verbal presentes nos rituais da vida social”.

ENTREVISTA 

Foto: Suzana Varjão / FCPFoto: Suzana Varjão / FCP
Gravação do programa com o presidente da Palmares (D)
Durante a visita de Enaildo Viana, diretor da Fundação José de Paiva Netto (FJPN) em Brasília, o presidente Eloi Ferreira concedeu entrevista ao programa Boa Vontade Entrevista. Nela, o presidente fala das ações implementadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP) com vistas à valorização da cultura dos povos afrodescendentes. A previsão é de que o programa seja transmitido esta semana pela emissora Boa Vontade TV (canal 23 da Sky), em dia e horário a serem definidos.
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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

“Fiscais da cidadania” intensificam o combate a atos de discriminação na internet

                      

Foto: Acervo FCP
Foto: Acervo FCP 
           

              Os brasileiros estão mais atentos e não hesitam em levantar suas vozes para protestar e denunciar casos de homofobia (aversão aos homossexuais), misoginia (discriminação contra as mulheres), xenofobia (aversão a estrangeiros) e racismo (contra negros e indígenas, sobretudo). Como “fiscais da cidadania”, pesquisam e encaminham às autoridades endereços de redes sociais, blogs e sites que pregam o ódio ao outro.
            É o que um grupo de leitores do portal da Fundação Cultural Palmares (FCP) vem fazendo, há alguns meses, ajudando o Governo a aprimorar os mecanismos de fiscalização e repressão às manifestações de discriminação e intolerância. Em pesquisas minuciosas e sempre atualizadas, rastreiam aqueles que se utilizam da internet para difundir conteúdos racistas e agregar pessoas com as mesmas tendências criminosas.
            Agrupados em sites de relacionamento, como o Orkut, principalmente, internautas constroem e/ou seguem slogans como “Lugar de preto é no presídio”, “Pegue sua arma e atire num negro” ou “Negro bom é negro morto” – para citar alguns casos de racismo explícito. Muitas dessas comunidades começaram a ser excluídas a partir de março deste ano, após as denúncias começarem a chegar ao “Fale Conosco” da Palmares.
MISOGINIA – Mas enquanto as comunidades com teor racista estão sendo deletadas, as misóginas permanecem ativas, recebendo mais membros, inclusive. Na comunidade “O mito da mulher decente”, pelo menos três tópicos ferem a integridade moral da mulher, por meio de termos chulos e ofensivos, e descrevem métodos para a prática de crimes contra as pessoas do sexo feminino.
               Numa clara apologia à violência sexual, pedem “Condicional para estuprador já!”; ensinam “Como estuprar uma mulher”; e sugerem que “Mulheres precisam apanhar para serem felizes”. Seguindo o mesmo viés, a comunidade “Estupro é culpa da mulher” argumenta que o fato de as mulheres se vestirem ou se comportarem de uma maneira específica em determinados contextos autoriza os homens a violentá-las…
                Outra comunidade, intitulada “A mulher é inferior ao homem”, lista os supostos motivos pelos quais as mulheres não deveriam ser tratadas com equidade ou respeito – um comportamento misógino injustificável, que atenta contra os direitos humanos da população feminina e precisa ser combatido, por estar na raiz das violências físicas praticadas contra milhares de brasileiras, diariamente.
               Contra os homossexuais, há comunidades como “Jesus não gosta de gays” e “Gay bom é gay morto. Homens são as maiores vítimas das agressões verbais e físicas, vistas como “necessárias”, para “converter” e “corrigir” o “problema”. A violência é incentivada e ensinada em tópicos abertos a qualquer usuário do site, numa incitação criminosa ao ódio na rede mundial de computadores.
XENOFOBIA – Após o terremoto que atingiu o Japão no início de março deste ano, foram criadas páginas debochando do assunto e da população atingida. Comunidades como “Japão, chamem os Power Rangers”, e “Rezo para a destruição do Japão” difundem conteúdo xenófobo contra aqueles que também ajudaram a construir a identidade brasileira.
              O Brasil ainda não possui uma legislação específica para crimes de internet, para punir as pessoas envolvidas em atos como os acima mencionados. Mas uma dupla de amigos foi condenada a dois anos de prisão no Paraná por manter um site com conteúdo ofensivo a negros e judeus, com base no arcabouço legal que criminaliza a prática da discriminação racial.
             No processo, Rodrigo Marcel Ribeiro e Adriano Nunes Motter foram acusados de racismo por usarem termos como “Maldita corja sionista” e “negros malditos”. Em sua defesa, os acusados argumentaram que a manifestação não seria racista e estaria protegida pela liberdade de expressão (sic). O mesmo argumento usado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), após ter sido denunciado por ato de discriminação.
              Na decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, o desembargador Luiz Osório Moraes Panza negou os recursos apresentados pelos advogados de defesa: “Os apelantes, conscientes da ilicitude, praticaram, induziram e incitaram a discriminação e o preconceito (…) através da criação do site, de amplo acesso, atingindo a um número indeterminado de pessoas”, escreveu, em relatório.

CRIMES

Racismo e xenofobia são crimes previstos na Constituição Federal, puníveis com multa e prisão, como registrado nas leis 7.716/89 e 12.288/10 (Estatuto da Igualdade Racial). A misoginia e a homofobia, porém, ainda não foram tipificadas. O presidente da Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, já solicitou audiência à Procuradoria Geral da República, para dar continuidade ao processo de encaminhamento das denúncias de racismo que chegam à Fundação.
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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Obra de drenagem revela porto de tráfico de africanos escravizados no Rio de Janeiro



Por Daiane Souza 
              Tesouros do Brasil Imperial estão sendo revelados por uma obra de drenagem na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Há pouco mais de um mês funcionários da prefeitura carioca encontraram duas importantes referências do século XIX: o Cais do Valongo – onde desembarcaram mais de um milhão de negros escravizados; e o Cais da Imperatriz – construído para receber Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II. 
              O tesouro arqueológico estava escondido sob a Avenida Barão de Tefé da Zona Portuária há pelo menos um século. A estrutura do antigo Cais da Imperatriz surgiu com as escavações para a revitalização do local e, logo abaixo dele, surgiram também evidências do que seria o Cais do Valongo, o maior porto de chegada de escravos do mundo. 
PESQUISA –  No início, a equipe do Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que acompanhava a obra não tinha sequer certeza da existência do Valongo. “Não sabíamos se havia sido completamente destruído ou se dele restava ainda algum vestígio”, afirmou Tânia Andrade Lima, pesquisadora responsável pelas escavações, em documento encaminhado à Fundação Cultural Palmares. 
            Segundo o relatório, os achados representam mais que as pedras lavradas que compõem os calçamentos dos cais. Foram encontrados vestígios de cultura de grupos africanos e afrodescendentes, como cachimbos de cerâmica, búzios usados em práticas religiosas e botões produzidos a partir de ossos de animais. A descoberta é considerada de grande relevância para o resgate e a manutenção das memórias da cidade e do país. 
PRESERVAÇÃO - Agora, o governo carioca pretende mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África para mudar definitivamente a face e a cultura do povo brasileiro. Para isso já se fala na criação de um memorial que armazene o material encontrado e o histórico da rotina que se seguiu da chegada à venda dos escravizados. 
            Enquanto as possibilidades são discutidas, a idéia é integrar as descobertas históricas ao novo desenho urbano local, criando um centro de visitação. Já os trabalhos de identificação, caracterização e preservação seguem minuciosos nos laboratórios da UFRJ, ao mesmo tempo em que a prefeitura instala as novas galerias pluviais, desviando o percurso das manilhas, para não destruir o antigo cais. 


ONU Mulheres Brasil e Cone Sul abre edital anual para financiamento de projetos da sociedade civil

 
Seleção destina US$ 415 mil e está centrada em três áreas temáticas: liderança e participação política, eliminação da violência contra as mulheres e empoderamento econômico das mulheres.  Propostas de projetos serão recebidas até o dia 8 de maio de 2011
 
 
                 Brasília, 19 de abril de 2011 - A ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres abre nesta terça-feira (19/4) edital anual para financiamento de projetos da sociedade civil. A seleção se encerra no dia 8 de maio de 2011 e prevê o financiamento de US$ 415 mil (cerca de RS 680 mil) para iniciativas que sejam executadas na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.
 
                 O edital está estruturado em três áreas temáticas: expansão da liderança e participação das mulheres, promovendo a igualdade de gênero nas diferentes esferas da sociedade; eliminação da violência contra as mulheres; e fomento ao empoderamento econômico das mulheres. Podem apresentar propostas organizações da sociedade civil com experiência mínima comprovada de um ano na execução de projetos similares. Os projetos financiados deverão ser executados no período de 1º de julho de 2011 a 30 de junho de 2012.
 
                Para o Brasil estão destinados US$ 133 mil (cerca de R$ 220 mil) para a capacitação de organizações da sociedade civil, especialmente de mulheres e população LGBT em situação de vulnerabilidade social, para participar na formulação e avaliação de políticas públicas na área de segurança pública. Os recursos também estão direcionados para apoiar as atividades preparatórias da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres e aumentar a capacidade de liderança das mulheres em cargos eletivos e em esferas de tomada de decisão.
 
                Na Argentina, o edital canaliza US$ 87 mil para o fortalecimento de rádios comunitárias; atividades de base de mulheres rurais, povos originários e migrantes para incidência nas políticas públicas; e produção de conhecimento sobre cadeias de cuidado, uso do tempo e temas econômicos de mulheres rurais, povos originários, afrodescendentes, migrantes e em outras áreas de vulnerabilidade. Para o Chile, a seleção prevê US$ 55 mil para a seleção de projetos que aumentem a capacidade de liderança das mulheres e a participação delas em cargos eletivos e de tomada de decisão; e a geração de renda de mulheres rurais, com enfoque especial em mulheres indígenas.
 
               No Paraguai, serão financiados US$ 62 mil em projetos que reinstalem a discussão sobre cotas para mulheres na política; fortaleçam as capacidades institucionais da Secretaria de Gênero do Poder Judiciário; e fortaleçam a capacidade de elaboração de orçamentos sensíveis ao gênero da Secretaria da Mulher da Presidência da República. Para o Uruguai estão alocados US$ 78 mil para financiar iniciativas que estimulem a participação política das mulheres e fomento dos direitos das mulheres de minorias com discriminações múltiplas; e apóiem iniciativas relacionadas a gênero e mudanças climáticas.
 
 

Programa de Pós-Graduação em Relações Etnicorraciais

Coordenadores: Prof. Dr. Roberto Carlos da Silva Borges
                      Prof. Dr. Carlos Henrique dos Santos Martins

APRESENTAÇÃO
           A Educação pautada nas Relações Etnicorraciais tem por proposta a divulgação, o aprofundamento e a produção de conhecimentos que ampliem a formação de cidadãos no que diz respeito à problematização da realidade social baseada na pluralidade etnicorracial, possibilitndo-lhes a capacidade de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade e alteridade, propondo-se a trabalhar com questões ligadas aos afro-descendentes, nos seus mais amplos aspectos.
           O programa, então, tem como desafio a mudança de cognição social sobre abordagens discursivas e institucionais que serviram de base para o silenciamento e a naturalização de práticas preconceituosas e discriminatórias construídas histórica e socialmente.
OBJETIVOS DO PROGRAMA
  1. Promover estudos e pesquisas que acompanhem e registrem a formação histórica da consciência política, da construção de identidades culturais e do estabelecimento e afirmação da garantia dos direitos civis dos variados elementos afro-descendentes que pluralizam a nação brasileira;
  2. Incentivar a criação de ambientes de reflexão e debates sobre os programas de ações afirmativas - políticas públicas e movimentos sociais - e sua implantação, especialmente no ambiente acadêmico/escolar;
  3. Oferecer ao discente formação multidisciplinar atualizada e articulada com o conhecimento produzido pelas linhas e projetos de pesquisa;
  4. Promover a formação qualificada do discente como pesquisador, através da efetiva integração do mesmo nas atividades investigativas, desenvolvidas pelas propostas do programa;
  5. Capacitar o discente para o exercício do pensamento teórico-reflexivo a respeito das questões etnicorraciais, habilitando-o ao debate e à intervenção em quaisquer níveis das áreas da Cultura, Política e Educação.
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: RELAÇÕES ETNICORRACIAIS
          A Área de Concentração única abarca três linhas de pesquisa, singulares e convergentes, sob a perspectiva multidisciplinar, e configura-se a partir da efetividade dos projetos de pesquisa em curso. As três linhas que compõem a Área de Concentração visam à exploração não só de construções identitárias etnicorraciais, mas também de tensões e reconfigurações advindas do que se produz/produziu a partir do ser negro, seja ele ator, autor ou personagem do que se constrói. Pretende, assim, abranger questões concernentes ao conhecimento, sua aquisição e sua reprodução em políticas públicas e práticas formativas referentes às relações etnicorraciais no Brasil.
LINHAS DE PESQUISA
MÍDIA E REPERTÓRIOS CULTURAIS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES ETNICORRACIAIS
           A linha reúne reflexões sobre estética, cultura, política e as relações de poder que se constituem através dos meios e mediações sociais. Pretende explorar, no espaço de construção simbólica em que se constituem as mídias, as construções identitárias etnicorraciais e as práticas cotidianas dessas relações, os embates advindos dela, as consequentes ações políticas ou a ausência das mesmas.
CAMPO ARTÍSTICO E CONSTRUÇÃO DE ETNICIDADES
            Esta linha reúne investigações de representações de África e da diáspora africana no Brasil e pretende se aprofundar no pensamento acadêmico-investigativo sobre afro-brasileiros e relações etnicorraciais, com foco nas populações afro-brasileiras e ainda nas relações/influências culturais, sociais, históricas e políticas entre África e Brasil. Com essa proposta, esta linha abrange questões essenciais para a compreensão dos sujeitos que se organizam em múltiplos grupos que configuram a nossa sociedade, como o são a Linguagem e a Cultura, em suas mais variadas manifestações no plano simbólico, especialmente no campo artístico
PENSAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS: DIMENSÕES INSTITUCIONAIS DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS
            Tendo como base epistemológica o saber constituído na área das Ciências Humanas, esta linha tem como fim investigativo questões concernentes ao conhecimento, sua aquisição e sua reprodução em Políticas Públicas e práticas formativas referentes às relações etnicorraciais no Brasil. A partir dos conhecimentos produzidos em diversas áreas de conhecimento, pretende-se uma formulação multidisciplinar acerca da Cidadania, Modernidade, Ciência, Política, Estado, Colonialismo, Pós-Colonialidade, Gênero, Classe e Educação, no que dizem respeito às relações etnicorraciais no Brasil.
Caracterização do PPRER
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB-CEFET/RJ: neab@cefet-rj.br